Pra gostar de museu – menos é mais

Uma das coisas mais legais de trabalhar em museu é: ir ao museu quase todos os dias!

Claro que você pode achar que é bobagem ou redundante eu dizer isso, já que eu sempre gostei de museus. (E não deixa de ser verdade) Mas, a grande diferença de quando se está sempre no museu é que não é preciso ver nada com pressa. Absolutamente nada!

Quando você vai num museu – principalmente num museu enorme como o MON – na intenção de ver o máximo de coisas possíveis e com tempo limitado, a grande possibilidade é de você ficar entediado rápido, não lembrar nada do que viu 5 minutos depois, cansar e ainda sair pensando “não adianta, não gosto”. Mas julgar a experiência de ir ao museu desse jeito acaba sendo fadado ao fracasso mesmo…

Acho que é um pouco como quando se vai a um café colonial numa confeitaria deliciosa: o preço é fixo, e por isso, em geral as pessoas têm a impressão que para fazer valer, devem comer muito e de tudo que há, mas isso não é possível. Um pedaço de bolo, um ou dois sanduichinhos, um copo de suco de laranja, uma caneca de capuccino e já estamos mais do que satisfeitos! (Alguns de nós precisam de um pouco mais que isso, mas tudo bem :)) A partir daí, nada que se prove – que se tente comer – vai parecer ser de fato saboroso. Comer é muito mais delicioso se a gente se detém para saborear… E o mesmo se dá no museu.

Saborear o museu fica mais fácil se não há imposição (de nós mesmos ou dos outros) do que deveríamos ver, sentir, ler, gostar. E acredito que esse detalhe – ver poucas obras ou exposições de cada vez – faria todo mundo gostar muito mais de ir no museu.

Hoje, no MON temos 9 exposições – sem contar as maquetes do Espaço Niemeyer e o Pátio das Esculturas! Isso representa mais de 400 obras. Tem obra de tudo que é tipo! Encontre uma que te cative e dê a ela alguns minutos pra falar com você. Garanto que sua experiência vai ser bem mais satisfatória (:

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Pra fechar, uma citação que achei hoje por acaso, mas que tem tudo a ver com o post e eu adorei:

“As obras de arte dividem-se em duas categorias: as de que gosto e as de que não gosto. Não conheço outro critério.” – Anton Tchekhov.

E a imagem é de uma das obras expostas no museu (Sala 02): “Nu feminino (1942), Tony Koegl”. E é uma que gosto muito (;


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